O ano letivo na Itália vai de setembro a junho. Para cursar o equivalente ao ensino médio brasileiro é preciso apresentar o certificado de conclusão da 8ª série, o histórico escolar (ambos originais) e as respectivas traduções em italiano. Uma comissão de professores da escola italiana avalia esses documentos e decide se será necessário ao aluno cursar matérias extras além daquelas do ensino médio.
O estudante também pode ser orientado a fazer um curso de língua italiana para que tenha melhor aproveitamento no estudo. O ensino médio tem a duração de cinco anos e é dividido em áreas de interesse: Clássico, Técnico (voltado para a profissionalização), Artístico e Magistratura (voltado para professores). No fim do ensino médio, o aluno italiano precisa fazer o Exame de Maturidade, que avalia seu aproveitamento e lhe dá acesso às universidades.
As faculdades na Itália não têm vestibular. Se houver vaga para o curso escolhido, o candidato estrangeiro pode se matricular. As universidades apenas exigem que o aluno tenha conhecimento na língua.
No ensino superior, os cursos têm duração média de cinco anos. Os três primeiros são de graduação básica, em que o aluno sai com um título equivalente ao de bacharel. Os dois últimos anos são mais específicos, e o estudante precisa defender uma tese, o que lhe garantirá o título equivalente, no Brasil, ao de mestre. Daí, o aluno pode ingressar no doutorado. Essa estrutura de ensino atrai muitos brasileiros, pois lhes permite fazer o doutorado sem ter feito mestrado.
