Itália

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Seja qual for a sua área de interesse nos estudos, de uma coisa você pode ter certeza: uma temporada na Itália é um inesquecível banho de história e cultura. Nenhum outro país faz tanta justiça à expressão “museu a céu aberto“. Em seu território está mais da metade dos tesouros considerados patrimônio histórico e cultural da humanidade pelo Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). São cidades inteiras, bairros, monumentos, ruínas e museus que ajudam a contar boa parte da trajetória de nossa civilização nos últimos três milênios. E tudo isso acontecendo numa estreita península que tem o formato de uma bota e avança pelo mar Mediterrâneo e pelas ilhas da Sicília e da Sardenha. Ao todo, o território italiano corresponde à soma da extensão dos estados brasileiros de São Paulo e Rio de Janeiro.

Por sua riqueza cultural, o país atrai estudantes interessados principalmente em cursos de História, Artes Plásticas, Arquitetura, Lingüística, Letras, Filosofia e Teologia. As universidades mantêm uma média de 25 mil alunos estrangeiros inscritos em seus programas, dos quais muitos são brasileiros.

História Viva

Para quem gosta de história, a Itália é um prato cheio. É impossível encontrar um pedaço do país que não tenha alguma coisa pra contar. Há mais de 3 mil anos a península abrigou a civilização etrusca, que dominou boa parte da região central. Na Antiguidade Clássica, por volta do ano VI a.C., porções do sul italiano e a ilha da Sicília foram colonizadas pelos gregos, que ali ergueram templos e fundaram a cidade de Nápoles, entre outras.

Na época do Império Romano, os césares partiram de Roma para conquistar toda a Europa. Com o fim do Império, no século V, partes da península italiana passaram sucessivamente pelas mãos de povos tão diferentes quanto os vikings, os bizantinos de Constantinopla, os árabes e os espanhóis – cada qual adicionando elementos novos à cultura do país. Em Florença, no século XV, surgiu o Renascimento, graças à genialidade de artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Cuidados com o idioma

Os cursos livres de língua italiana, oferecidos pelas escolas particulares têm boa dose de conteúdo histórico nos programas, o que ajuda os estudantes a percorrer séculos de história sem se perder completamente no emaranhado de ruínas e monumentos que se espalham por ruas, praças e prédios das cidades. Eles são ministrados, normalmente, em módulos mensais, para que os estudantes possam freqüentá-los durante as férias, em “cidades de arte” como Roma, Florença, Siena e Veneza.

Se você tiver interesse em um curso de língua, é preciso um cuidado especial para não desembarcar numa cidade onde o italiano falado nas ruas seja um dialeto muito distante do ensinado nas salas de aula. Há fortes diferenças de sotaque e vocabulário entre as regiões, pois, antes da unificação da Itália, no século XIX, a península estava fracionada em vários reinos independentes, cada qual com um dialeto próprio. Escolha de preferência uma escola situada na faixa central do país, onde ficam as províncias do Lácio, Úmbria e Toscana. Nelas, a língua usada no dia-a-dia é a mais próxima do italiano considerado oficial.

Design e Culinária

Nem todos os cursos oferecidos na Itália são voltados para o passado. Os italianos também são mestres em utilizar sua herança cultural nas atividades da vida prática, muitas com importante aproveitamento industrial. A Itália tem algumas das melhores escolas do mundo em áreas como arquitetura, decoração, fotografia, publicidade e moda. A aclamada qualidade do desenho industrial italiano vai desde o design gráfico (utilizado na publicidade em projetos de livros, revistas e jornais, por exemplo) até o design de jóias e automóveis. Milão e Turim, duas importantes cidades do norte italiano, concentram os principais centros de criação e pesquisa de produtos industriais e os mais importantes institutos politécnicos do país, voltados para a produção de novos materiais e desenvolvimento tecnológico.

A culinária é outra área que atrai cada vez mais estudantes. A diversidade cultural e as inúmeras influências de povos que passaram por seu território fizeram da cozinha italiana uma das mais ricas do mundo. Não é raro encontrar deliciosas variações de cardápio (tipos de vinho e de queijo, formatos de massa, etc.) entre cidades separadas por apenas alguns quilômetros. Além disso, a saudável dieta mediterrânea (à base de óleo de oliva, massas, peixes e legumes frescos) tem conquistado um número cada vez maior de adeptos no mundo porque tem poucas calorias e quase nenhum colesterol. Por isso, muitos candidatos a chef de cozinha estrangeiros têm procurado as escolas italianas de culinária para seus estudos.

Riqueza Acadêmica

A Itália é um dos países europeus de maior tradição no ensino universitário. A Universidade de Bolonha, fundada no século XI, é considerada a Segunda mais antiga da Europa e foi um dos principais centros de estudos da Idade Média. Cerca de 20 das 40 universidades mantidas pelo governo italiano foram criadas antes de 1600, incluindo as de Roma, Florença, Pádua e Nápoles. Por elas passaram nomes importantes, que vão de Galileu Galilei (obrigado pela Igreja Católica a repudiar sua tese de que a Terra não era o centro do universo para não ser morto na fogueira), no século XVI, a Umberto Eco (filósofo e escritor, autor de O Nome da Rosa, entre outros), que ainda leciona na

Universidade de Bolonha.

Uma temporada na Itália, no entanto, não pode se resumir a aulas, livros, bibliotecas e museus. A cultura italiana também está na frenética vida das ruas de Roma e de Nápoles, nos restaurantes, nos mosteiros escondidos nas montanhas, nos canais de Veneza, nas ruas medievais de Assis e na neve dos Alpes italianos.

Destinos (Cidades)

Florença, Itália

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