França
O ensino médio brasileiro equivale, na França, ao Lycée e tem a mesma duração de 3 anos. No fim dessa etapa, o estudante passa por um exame para obter o baccalauréat (ou simplismente bac), que corresponde, grosso modo, ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Há dois tipos básicos de estabelecimento de ensino superior: as universidades e as grandes écoles. As primeiras, abertas a todos os titulares de um bac, oferecem cursos fundamentais (preparatório para seguir os estudos universitários) e técnicos profissionalizantes. As grandes écoles acolhem um número restrito de alunos, após rigorosa seleção, e formam profissionais para áreas como engenharia, administração e artes.
A fase universitária é dividida em três ciclos. O primeiro dura dois anos e concede diploma que habilita o aluno a continuar os estudos, embora não tenha valor para o mercado de trabalho. Nesse ciclo, são três os tipos de diploma: um generalista: o Diplôme d´Études Universitaires Générales (DEUG), um voltado para a vocação profissional, o Diplôme Universitaire Scientifique et Technique (DEUST), e por fim, o Diplôme Universitaire de Technologie (DUT), oferecido apenas nos institutos de tecnologia, que preparam para prosseguir em carreiras como enfermagem, educação especializada, jornalismo ou dramaturgia.
O segundo ciclo concede, no primeiro ano, a licence, que apenas qualifica o aluno a continuar os estudos. Com mais um ano, consegue-se o maîtrise, que corresponde ao nosso bacharelado, e dá direito a exercer uma profissão. Para ingressar num sistema de pós-graduação, o aluno faz mais um ano e atinge o grau de mestre. Quem opta por um mestrado voltado para a pesquisa recebe o Diplôme d´Etudes Aprofondies (DEA), que é um passaporte indispensável para tentar um doutorado. Quem se decide pela especialização profissional, recebe o Diplôme d´Etudes Supérieures Spécialisées (DESS), muito valorizado no mercado de trabalho.
No terceiro ciclo, para obter o título de doutor, as universidades costumam exigir do estudante estrangeiro um ano de DEA. No entanto, algumas das principais instituições do país assinaram um acordo com o governo brasileiro reconhecendo o diploma de mestre como requisito acadêmico suficiente para fazer um doutorado na França.
