Tanto a educação primária quanto o Ensino Secundário Obrigatório (ESO) são gratuitos na Espanha. O ESO tem quatro anos de duração e é concluído geralmente quando o aluno completa 16 anos. No decorrer dessa etapa, o estudante cursa disciplinas obrigatórias e eletivas, para ao final, receber o título de graduação em educação secundária.
A etapa seguinte é o bacharelado. Preste atenção porque não se trata aqui do mesmo bacharelado oferecido pelas faculdades brasileiras. Na Espanha, o bacharelado é uma etapa de dois anos, preparação para o ensino universitário. Ele é dividido em quatro áreas distintas e o aluno escolhe uma conforme seu interesse: Artes, Tecnologia, Ciências da Natureza e da Saúde ou Humanidades e Ciências Sociais. Como opção ao bacharelado, pode-se fazer um Programa de Iniciação de Profissional, que também leva à universidade, mas com um curso mais longo e com enfoque maior sobre práticas profissionais.
Concluída essa etapa preparatória, o aluno presta vestibular, que lá se chama pruebas de acceso. A aprovação depende tanto do resultado das provas quanto das notas obtidas no bacharelado.
Candidatos brasileiros têm duas oportunidades por ano de realizar as provas aqui mesmo no Brasil, que são aplicadas no Colégio Miguel de Cervantes, em São Paulo. Um detalhe: para ingressar em qualquer universidade espanhola, é preciso comprovar domínio do idioma. O certificado exigido é o DELE, Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira, cuja prova é aplicada por institutos e casas de cultura hispânica.
Brasileiros interessados em estudar na Espanha devem apresentar o diploma de Ensino Médio, que precisa ser homologado e validado na embaixada ou nos consulados para ser aceito em instituições espanholas.
Opções de Estudo
Existem muitas escolas na Espanha especializadas em ensinar estrangeiros. Algumas instituições aliam o estudo da língua com atividades fora de sala de aula, o que torna os cursos mais dinâmicos e enriquece a vivência dos estudantes. Assim, você pode treinar espanhol enquanto aprende dança flamenca ou literatura. Muitos programas incluem roteiros turísticos pelo país, principalmente por centros históricos. Há instituições que oferecem cursos com enfoque específico, como em negócios ou em turismo.
Afiar o espanhol não é a única opção de estudos na Espanha. Os cursos de graduação oferecidos pelas 49 universidades públicas, 11 privadas e 6 católicas são reconhecidas pela qualidade. Todas essas instituições costumam reservar certo número de vagas para estrangeiros, nas mais diversas áreas.
Várias universidades espanholas são centenárias. A mais antiga é a de Salamanca, fundada em 1218. Lá estudaram personalidades ilustres da história do país e do mundo, como o explorador Cristóvão Colombo. A biblioteca da instituição abriga um acervo de 62 mil volumes, entre eles várias obras raras.
A Universidade de Barcelona, criada em 1452, é a segunda maior do país, só perdendo para a de Madri. Do total de 60 mil alunos que ali estudam, 5 mil são estrangeiros.
A Universidade de Alcalá, inaugurada em 1499, é uma das mais abertas a alunos estrangeiros. Localizada no arredores de Madri, oferece cursos de língua e cultura espanhola, com classes de no máximo 14 alunos.
